sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Livrar-se dos próprios monstros e transformar-se são tema de novo clipe da banda Darshan


Uma das músicas mais emblemáticas do segundo álbum homônimo do Darshan acaba de ganhar videoclipe. “Decompor” foi gravado por espaços no Distrito Federal. A banda foi desmembrada. Oliver Alexandre (vocal e guitarra) está no Vale do Paranã, local utilizado para voo livre, que fica no caminho para a Chapara dos Veadeiros. Thuyan Santiago (guitarra) nos pinheiros do Paranoá. Arnolfo Ravizzini (bateria) no Colorado. E João Paulo Berger (baixo) no túnel do Lago Norte. Lugares escolhidos pelos próprios integrantes e que revela um pouco da personalidade de cada um.  O clipe tem direção de Thais Mallon e concepção de Oliver.

As imagens dão um contraponto da letra da canção, que fala de se livrar dos problemas criados por si mesmo, de parar de culpas os outros, ter responsabilidade sobre suas próprias atitudes e tomar posse de uma sua própria vida. Enquanto temos lindas imagens que trazem a sensação de liberdade, a canção fala de estar preso dentro de seus próprios erros.

“Sempre culpamos outras pessoas ou usamos acontecimentos como desculpa, mentimos pra nós mesmos. É aquela sensação em que você entende isso e vê que a culpa sempre foi sua. Na música surge uma clareza maior sobre o que nos acontece e nos levam a usar essas desculpas, dizendo que hoje em dia nós estamos substituindo nossas emoções pelos nossos vícios, preferimos aquilo que nos dá prazer ao ter que viver sobre os riscos de nos sentirmos mal ao buscar algo maior. temos medo de errar e de nos ferirmos e por isso desistimos do que talvez nos fizesse sentir realmente vivos de verdade”, conta Oliver.



É o grito preso na garganta e perceber que se está vivo. Oliver questiona: “Qual foi a última vez que você gritou?”. No refrão de “Decompor” ela canta: “Restam mais vícios do que emoções, onde o grito nos faz entender que estamos vivos”. A canção parte então para o processo de transformação. É a hora de perceber sua própria força e sua força de mudar e crescer.

“Tento expressar o processo que ver aquela imagem que você criou de si e do mundo morrer, e começar a emergir a realidade sobre você e sobre o mundo. Você se assusta e acha isso tudo uma aberração, mas quando aceita os seus monstros, as suas realidades e do que está a sua volta com sensibilidade e verdade, surge um ser consciente ao menos da sua própria verdade”, reflete.

“Darshan”, o disco, foi lançado em agosto de 2018 e traz a banda de seu jeito mais cru, tocando ao vivo, alto e com guitarras distorcidas, mas mostrando também o lado mais leve e destacando as letras da canções. Oliver, o compositor principal, bota o dedo na ferida. Fala de racismo, de relacionamentos abusivos, sobre perfeição e muito mais. Composto por 10 músicas e gravado no estúdio 123 Recording studio, o álbum tem mixagem e masterização de Pedro Tavares e produção da banda, formada por Oliver Alexandre (vocal e guitarra), Thuyan Santiago (guitarra e vocais), João Paulo Berger (baixo) e Arnoldo Ravizzini (baterista). E participações especiais do guitarrista Dillo Daraujo no solo final da faixa “Blues” e piano de Arthur Brenner da banda brasiliense Alarmes em “A Dor”. O primeiro disco do Darshan, “Descontrole” saiu em 2013.

+ DARSHAN EM:

Fonte: Favorite Produções / Alessandra Braz
Foto: Thais Mallon

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